24 janeiro 2015

Minha soundtrack de Girls

— Em
Porque acabei de terminar a terceira temporada de Girls e começar a 4ª...
Porque já havia devorado "Não sou uma dessas" da Lena Dunham no começo do mês e pude ver em cada episódio dessa temporada de Girls a vida de Lena contada através de Hannah. E eu amo essas duas <3
Porque já deu saudade.

22 janeiro 2015

Em um dia qualquer

— Em


Já me convenci que a imagem que tenho de você não te traduz realmente. Eu tenho dessas, de imaginar as pessoas melhores ou piores do que realmente são dependendo da estima que tenho por cada uma. Minha estima também não tem critérios, é aquela história do santo que bate ou não. E meu santo bateu com o seu desde o primeiro dia de aula no segundo ano do ensino médio mesmo sendo você do signo de peixes, coisa que descobri depois. Faz tempo, mas eu lembro. Foi uma simpatia gratuita, uma vontade de ser sua amiga, de te conhecer além do obvio de ver que você torcia pelo corinthians, sei lá, só queria saber se você estava tão perdido quanto eu na escola nova. E você estava mesmo perdido, entrou na sala errada - a minha - e assistiu vários dias de aula até descobrir que seu nome constava na lista de chamada da sala ao lado. Senti uma mini-decepção quando descobri que não seriamos mais colegas, entretanto o segundo ano do colégio passou e voando. Fiz amigos, arrumei paquerinhas e até peguei aquele seu colega estranho. Mas sempre que te via pelos corredores com pessoas cujo meu santo não bateu, me perguntava o que você fazia ali naquele meio. O ano seguinte chegou e recebi um convite de amizade inesperado no orkut e não lembro da minha reação, mas deve ter sido algo como "Por que?". Eu aceitei e logo viramos BFF's do msn. Um dia eu queria me aproximar, no ano seguinte você escancarou. Acho que não foi nada premeditado, tenho certeza que a simpatia gratuita desde o ano anterior era unilateral, mas aconteceu de você me adicionar e d'eu esquecer de perguntar o por quê. Esse foi um ano meio louco e confuso, metemos os pés pelas mãos algumas vezes, confundimos as coisas, mas por muitas vezes você foi meu lugar de fuga. Era só subir a janelinha do msn que todas as minhas mil tretas adolescentes sumiam, pois enquanto minha casa pegava fogo, eu me sentia segura na bolha da nossa amizade. E os anos que sucederam esse foram relativamente difíceis para nossa relação, com a vida adulta batendo a porta, começamos a conversar menos, quando nos víamos era por força do destino (ou do ônibus atrasado), e foi tudo ficando estranho, mas eu não queria perder o sentimento de familiaridade que tinha por você. E você não foi ao meu casamento, fez vários outros amigos bizarros, entrou na faculdade, eu segui minha vida de casada (e feliz!), larguei a primeira faculdade, fui embora desse canto de mundo em que nascemos, enlouqueci mais um pouquinho com a vida adulta nessa cidade louca em que o sol se põe as 20h e agora estou aqui com a cara na tela do computador, como nos anos em que os amigos liam meu blog, enquanto você está ai fazendo sabe-se lá Deus o que. Eu não sei o que pretendo escrevendo isso, talvez só explicar que quando voltei pra minha cidade pra passar férias nesse ultimo mês, entreguei ao destino o curso da nossa amizade. Foram 35 dias perambulando, curtindo cada cantinho que amo desse lugar, sem me preocupar com o que a vida me traria, pois se o destino quisesse, ele trataria de criar coincidências pra que a gente se encontrasse de novo (como no dia do meu aniversario em que tava passando Alfie - tão você - no Studio Universal). Eu não procurei ninguém além dos meus pais. E eu não queria marcar pra sair, pois ficaria parecendo que qualquer encontro marcado era apenas por obrigação pelos velhos tempos. Esse negócio de "vamos marcar um dia" é o epitáfio de qualquer amizade que se esfriou. Hoje percebo que o destino cruzou nossos caminhos naqueles anos porque queria nos ensinar algo, lição aprendida, aparentemente é hora de cada um voltar para os seus lugares. Moramos tantos anos no mesmo bairro e apenas quando a vida julgou necessário nos encontramos, passado o momento de aprender, morando no mesmo bairro nunca mais nos vimos. Mas a imagem bonita que criei de você nunca foi apagada. E quando vejo suas fotos na minha linha do tempo do instagram ou no facebook, sinto que aquelas imagens não traduzem a pessoa que penso que você é. Você mudou por fora, certamente mudou por dentro, entretanto prefiro minhas próprias impressões além das boas lembranças de bons tempos. E algum dia, se a vida quiser, num momento de bobeira e pura coincidência, nos encontramos de novo pra que eu te apresente meu esposo e meus filhos.
15 janeiro 2015

Fim de férias

Depois de 35 dias de férias em minha cidade natal, chegou a hora de voltar pra realidade. É hora de arrumar as malas e minha vontade de faze-las é nenhuma. Sem mais praia, maresia e sensação de estar em casa. Voltar a realidade da cidade onde moro é estar sujeita a desrespeito constante, gente desagradavel e me sentir deslocada, sendo que meu medo era vir ate minha cidade natal e descobrir que não pertencia mais a aqui. Ledo engano. Sou mais daqui do que nunca.
13 janeiro 2015

Sobre ainda estar de férias

Depois de ser vencida pelo sono numa tarde qualquer, acordar com aquele sentimento de ansiedade sobre a vida que está passando enquanto eu deveria estar aproveitando e não dormindo. Eu sempre, desde minhas primeiras lembranças da infância.

A praia está a apenas 300m de mim.
06 janeiro 2015

O primeiro ansiolítico do ano (who cares?)

— Em
Num dia qualquer de rotina simples (ou não) começam os sintomas de ansiedade sem motivo aparente. Tão repentinamente que nem consigo lembrar onde e o que estava fazendo no segundo que antecedeu a primeira reviravolta dentro da minha barriga, que me deixa com ansia de vomitar todos os meus orgãos. Hora sinto necessidade de sair correndo ate cair cansada, hora sinto que dormir ate passar o caos seria a melhor forma de lidar com isso. Em tempo um comprimido de ansiolitico me salva de uma crise iminente.