10 outubro 2014

Das pequenas satisfações



Sinto uma explosão de melancolia no peito ao ouvir radio a noite antes de dormir, sensação estranha mas muito melhor que qualquer remedio. E quando toca you give me something os olhos transbordam! Nao saberia dizer porque, mas no radio as musicas sao mais lindas que no mp3, talvez pelo fator surpresa, pela lembrança desperta repentinamente... E com isso posso dormir muito bem, com doces sonhos.

Play now: Imbranato - Tiziano Ferro
08 outubro 2014

Herança

Das coisas que herdei da minha mãe, alem da beleza natural, recebi um pacote de ansiedade hereditaria que culmina em  dores de cabeça terriveis. E a vida nao satisfeita me fez alergica a toda variedade de analgesicos.. Mas dores e neuroses a parte, que saudade dela, da minha rainha! Ja quero ela aqui comigo pra ontem! :(
13 setembro 2014

Seis


"Quanta coisa aconteceu e foi dita,
qualquer mínimo detalhe era pista,
coisas que ficaram para trás,
coisas que você nem lembra mais...
Mas eu guardo tudo aqui no meu peito [...]"
12 junho 2014

Sobre Capitães da Areia, o filme


Em tempos de lançamento do filme "A Culpa É Das Estrelas", eu ando suspirando pelo amor Dora e Pedro Bala, do filme Capitães da Areia, que é baseado no romance homônimo do meu amado Jorge Amado.
Não é por ser ambientado na cidade mais contraditoriamente linda que já vi, nem por ter temática social como pano de fundo - coisa que me comove até os ossos - é pela paixão pura e forte de Dora e Pedro que faz qualquer um desejar ter o que eles tem, mesmo que eles tenham apenas um ao outro.
A certa altura do filme, Bala, que é líder de um grupo de meninos sobreviventes do sistema capitalista que criamos, em seus poucos momentos apenas como Pedro, se abre sobre sua amada e revela o que penso ser o ponto chave do filme:
"- Ela me chama de Pedro! Faz até parecer que eu sou gente!" Simples assim.
A partir disso surgem cenas de olhares e uns poucos beijos tão arrebatadores que nenhum John Green ou Nicholas Sparks conseguiria pensar em escrever ou roteirizar.
Mas histórias de amor a parte, Capitães da Areia é a história de meninos de rua de Salvador que, de tão marginalizados, só tiveram a opção de se juntarem uns aos outros formando o bando conhecido como os Capitães da Areia, para sobreviverem através dos furtos e roubos que cometiam. Porém o bando de meninos era mais que isso: Representava a família que outrora eles perderam e a visibilidade social que nunca tiveram, pois como crianças e adolescentes negros e pobres eles sempre foram invisíveis, até passar a incomodar a sociedade branca e burguesa, das primeiras décadas do século XX, de Salvador.
Com uma fotografia belíssima e atuação de soteropolitanos legítimos, o filme é um retrato fiel de minha cidade que quase um século depois não mudou, principalmente no que diz respeito aos aspectos tratados no filme. Se vale a pena assistir? Só me arrependo de não ter visto antes.